quinta-feira, 1 de março de 2007

Sem Pressa

NÃO APRESSE...
NÃO APRESSE A CHUVA...
ELA TEM SEU TEMPO DE CAIR E SACIAR A SEDE DA TERRA...
NÃO APRESSE O PÔR DO SOL...
ELE TEM SEU TEMPO DE ANUNCIAR O ANOITECER ATÉ SEU ÚLTIMO RAIO DE LUZ..
NÃO APRESSE SUA ALEGRIA...
ELA TEM SEU TEMPO PARA APRENDER COM A SUA TRISTEZA...
NÃO APRESSE SEU SILÊNCIO...
ELE TEM SEU TEMPO DE PAZ APÓS O BARULHO CESSAR..
NÃO APRESSE SEU AMOR...
ELE TEM SEU TEMPO DE SEMEAR...
MESMO NOS SOLOS MAIS ÁRIDOS DO TEU CORAÇÃO...
NÃO APRESSE SUA RAIVA...
ELA TEM SEU TEMPO PRÁ DILUIR-SE NAS ÁGUAS MANSAS DA SUA CONSCIÊNCIA.
NÃO APRESSE O OUTRO...
POIS ELE TEM SEU TEMPO PRÁ FLORESCER AOS OLHOS DO CRIADOR...
NÃO APRESSE A SI MESMO...
POIS VC PRECISA DE TEMPO PRÁ SENTIR SUA PRÓPRIA EVOLUÇÃO...
SEM PRESSA...

A impermanência

... é constante
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Os caminhos são muitos, mas todos nos conduzem para o Absoluto, para a Energia Cósmica. É inevitável! E nada é permanente, tudo se modifica a cada instante. Somente a mudança é algo permanente e contínuo. Não existe nada que você possa fazer para segurar esta situação ou modificá-la. A mudança é inevitável, quer você aceite ou não. Portanto, relaxe e aproveite a situação. Curta o momento e entenda que tudo está em movimento constante e que você faz parte deste movimento e que não há uma estabilidade. Tudo o que acontece em nossas vidas é porque necessitamos para aprender ou merecemos para nos moldar. A impermanência é constante. E o processo de iluminação da consciência é assim também. Não há volta somente avanço. Mesmo que você não queira avançar em alguma situação, você já causou uma ação e está avançando. Precisamos entender que todos nós somos pedras brutas e que estamos o tempo todo sendo lapidados pela própria vida. Isto é o processo de transformação. Somos senhores do nosso destino e nada está implacavelmente definido, mas apenas traçado num layout. Nós é que daremos a melhor arte final. Uma vez que você aceite esta condição, você iniciará o seu processo de auto - realização espiritual. Onde você estiver será sempre o início de um processo. É por isso que a vida é tão bela e tão realizadora. Como dizia o filósofo e poeta indiano, Shri Rabindranath Tagore: “A cada criança que nasce o Universo nos concede a possibilidade de termos um novo mestre iluminado!”.


Om Namah Shivaya! Om Namah Vidya!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Medo


O medo sempre me guiou para o que eu quero; e, porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo quem me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado, confuso ou proibido...
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"Ouse, ouse, ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda a roubá-la! Ouse, ouse tudo!
Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!"
Lou o grande amor de Nietzsche

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007


"Quando você esta inspirado por algum grande proposito, por algum projeto extraordinario, todos os seus pensamentos rompem seus vinculos: sua mente transcende as limitaçoes, sua consciencia se expande em todas as direçoes, e voce se descobre em um mundo novo, grande e maravilhoso. Forças, faculdades e talentos dormentes tornam-se vivos,e voce percebe que é uma pessoa melhor do que jamais sonhou ser." Patanjali - Filosofo Indiano
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Que nossa semana tenha as cores do arco íris, muita energia positiva e muitas surpresas agradáveis...
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Entrego-me


Só irei escrever quando for de dentro pra fora, é uma questão de honestidade básica. Entre o simples ato de escrever e minha condição de escrever existe uma diferença considerável, o primeiro é normalíssimo geralmente simples e conciso, são aparentemente parecidos, mas o segundo é distinto. É uma entrega que dói, requer no mínimo coragem é um misto de solidão assustadora com um sentimento de glória interior, é tirar sangue com as próprias unhas, não importa que a princípio seja apenas uma espécie de auto-exorcismo, mas tem que sangrar abundantemente, doa a quem doer em mim ou em você. Escrever é a única coisa que me salva de todas as outras coisas, não tenho medo nenhum de nenhuma emoção ou fantasia minha e só depois de escrever, docemente ou amargamente eu respiro aliviada feliz ou em lágrimas e ainda que não sirva de nada, pra mim é contemplar é suavizar a minha alma. Às vezes penso que quando escrevo sou apenas um canal transmissor digamos assim entre duas coisas totalmente alheias a mim, um canal transmissor com certo poder ou capacidade seletiva, não, não é nada disso. Durmo pelo menos uma noite e depois releio minhas palavras muitas vezes ácidas, porque sempre posso estar enganada e os meus olhos de agora serem incapazes de enxergar certas coisas intocadas. Minha solidão é principalmente sadia quando externo minha fantasia que tanto quer ser realizada; entrego-me e pago o preço do pato que freqüentemente é muito caro. Remexo na memória, na infância nos sonhos, nas tensões, nos fracassos, nas mágoas nos delírios mais alucinados, nas esperanças mais descabidas, nas fantasias mais desgalopadas, nas vontades mais homicidas, no mais aparentemente inconfessável, nas culpas mais terríveis, nos lirismos mais idiotas, na confusão mais generalizada, no fundo do poço sem fundo do inconsciente, e lá encontro o que há de mais profundo em mim, mas não é suficiente e não me convence, sobre tudo penso: não se angustie procurando... Então eu busco no fundo do meu coração palavras sensatas para tal ocasião e escrevo seguindo apenas a minha intuição, se não for interno eu prefiro silenciar e nunca nada confessar. Escrever talvez seja meu alimento e alimento-me fartamente, pode ser minha terapia, uma análise minuciosa do meu tudo, meu nada ou até mesmo do meu dia. Mas que nada não desejo que me entendas, não preciso ser compreendida, decifrada ou rotulada, e não espero que ninguém faça nada por mim, nem mesmo uma carta simplificada, a menos que seja totalmente sentida cada uma de suas palavras, caso contrário meu amigo, não desperdice comigo a sua lábia. Não escrevo simplesmente por escrever, é algo mais, isso me distrai de qualquer obsessão me acalma e me pausa diante da pior agitação e o meu coração eu simplesmente entrego sem nenhuma avaliação...

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Frevo!

Madeira do Rosarinho
Vem a cidade sua fama mostrar
E traz com seu pessoal
Seu estandarte tão original
Não vem prá fazer barulho
Vem só dizer, e com satisfação
Queiram ou não queiram os juizes
O nosso bloco é de fato campeão
E se aquí estamos,
Cantando esta canção
Viemos defender
A nossa tradição
E dizer bem alto que a injustiça dói
Nós somos Madeira, de lei,
Que cupim não roi
(Capiba)


Meu sangue ferveu...

Afinal é carnaval e estamos comemorando “apenas” 100 anos do nosso frevo! A energia desse povo, desse carnaval é uma bênção. Sorte dos que já tiveram oportunidade de conhecer, isso é mágico! Quantos carnavais memoráveis, bailes incríveis, fantasias inesquecíveis, quando ouvi: Acorda Recife, acorda... Que já é hora de estar de pé... Levanta, o carnaval começou... Fiquei arrepiada isso é muito bom e é nosso, nós que sentimos coisas inexplicáveis quando ouvimos esses sons. A palavra frevo vem de ferver, uma vez que o estilo de dança faz parecer que abaixo dos pés das pessoas exista uma superfície com água fervendo. Para os que não sabem o frevo teve origem nos movimentos da Capoeira e a estilização dos passos foi resultado da perseguição infligida aos capoeiras, que aos poucos sumiram das ruas dando lugar aos passistas! Eu aprendi dançar pequenininha, minha mãe me levava para todos os bailes, talvez isso explique minha paixão por carnaval e meu amor por esse ritmo que faz qualquer um ferver... Frevo!


Ao som dos clarins de Momo
O povo aclama com todo ardor
O Elefante exaltando
A sua tradição
E também o seu explendor
Olinda esse meu canto
Foi inspirado em seu louvor
Entre confetes e serpentinas
Venho lhe oferecer
Com alegria o meu amor.
Olinda!
Quero cantar
A ti, esta canção
Teus coqueirais
O teu sol, o teu mar
Faz vibrar meu coração
De amor a sonhar
Minha Olinda sem igual
Salve o teu carnaval

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

<;)((((<


Deixe-me ir, preciso andar
Vou por ai, a procurar
Rir pra não chorar
E se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as àguas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, eu quero Viver!
Deixe-me ir, preciso andar
Vou por ai, a procurar
Rir pra não chorar.
Cartola

20, 21, 22, 23...

A crise dos 20

Eu estou exatamente nela, triste crise dos vinte e poucos anos, onde o tempo parece voar as coisas demorar, as idéias a misturar-se e eu aqui sigo a me perguntar; será que vai dar tempo de fazer tudo que eu cogitar? O tempo voa outro dia entrei na faculdade com 19, cheguei ao Rio com 21, formei com 23... Agora recém formada, mil coisas na cabeça, sem trabalho, mas também não reclamo, não quero mofar num jornal aqui nem que minha mãe me mostre todas as vantagens possíveis e imagináveis e me fale que consegue tal façanha digamos com alguma facilidade. Ah, não quero nada disso, e não me venha fazer propostas ou querer me levar na conversa, esse papo que vou ganhar isso ou aquilo não me interessa. Eu amo a minha Veneza Brasileira, as pessoas, a cultura, tudo me enche os olhos, só que morar aqui não seria tão bom quanto há alguns anos atrás, no entanto adoro passar as férias e rever os amigos... Ela não só não entende como também me faz gaguejar com suas perguntas complicadas, mas eu não quero magoá-la. Na cabeça dela eu estou muito voltada para o Rio de Janeiro, tudo que eu falo é imaginando construir uma vida no Rio. "Minha filha, você não gosta da sua casa? Não gosta daqui? O que acontece, vai viajar, mas depois você volta aqui para Recife não é?" Ai ai ai... Pedi que ela não me fizesse perguntas difíceis, mesmo assim eu esclareci que quero viajar, vou estudar mais algumas coisas por aí, mundo a fora, trabalhar e me virar. Ela frisa que eu não tenho mais idade pra ficar viajando por aí mundo a fora, sozinha... Minha mãe consegue me convencer fácil que eu realmente estou nessa tal crise dos 20 e poucos... Quem não tem mil dúvidas, eu pelo menos tenho várias e sei que sou a única responsável por qualquer que seja a minha escolha.Vou vivendo e aprendendo não quero nem saber eu enfrento, posso não ter para onde ir, mas não quero ficar, vou voar e ai de quem ousar me cessar, e a irritante crise dos 20 que fique por aí em algum lugar, afinal de contas eu estou à flor da pele, aquela menina ousada dos 17...
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"Viva como se fosse morrer amanhã.
Aprenda como se fosse viver para sempre."
Mahatma Gandhi