quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Corações




"Vocês sabem porque é que se grita com uma pessoa quando se está chateado? O fato é que, quando duas pessoas estão chateadas, os seus corações afastam-se muito. E para cobrir esta distância precisam de gritar, para se poderem ouvir mutuamente. Quanto mais chateadas estiverem mais alto terão que gritar para se ouvirem uma à outra, através dessa grande distância.Por outro lado, o que é que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Não gritam, falam suavemente. E porquê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos, os seus corações, que nem falam, sussurram unicamente! E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. "Por fim, o pensador conclui, dizendo: "Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que vos distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta, que não mais encontrarão o caminho de volta".

Mahatma Ghandi

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Minha paz...


Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim
Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei
Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre
A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho em uma árvore ou uma pedra
Eu deixarei
A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si
E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu

Achei você no meu jardim

Composição: Vanessa da Mata

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Se hoje eu fosse...


Felizmente o espaço interfere e reflete meu estado de espírito, por isso procuro sempre está em lugares onde eu sinta vibrações positivas, onde pessoas me contagiem de alegria, onde as coisas mais doces possam ser vividas, onde o bem predomine fazendo com que tudo flua naturalmente... Se hoje cor eu fosse, seria laranja e suas nuances, quente, vibrante, positiva e estimulante. Mas se hoje sabor eu fosse, seria tinto, delicioso, inebriante, dolente, perfumado, se hoje odor eu fosse, talvez floral e amadeirado, natural, marcante, feminino e doce, mas se hoje ritmo eu fosse, sem dúvida seria reggae, intenso, instigante. Se hoje sentimento eu fosse... Felicidade, simplesmente...

sábado, 11 de agosto de 2007

Dias assim...


O que será que será
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças, anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
Que gritam nos mercados, que com certeza
Está na natureza, será que será
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho

O que será que será
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia-a-dia das meretrizes
No plano dos bandidos, dos desvalidos
Em todos os sentidos, será que será
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido

O que será que será
Que todos os avisos não vão evitar
Porque todos os risos vão desafiar
Porque todos os sinos irão repicar
Porque todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E o mesmo Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno, vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo
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Chico Buarque
Falo com a vida sem parar e sem esperar resposta.
Meu negócio é falar, pensar, matraquear idéias, questionar decisões, ponderar raciocínios, elucidar ilusões, arquitetar sonhos, estipular metas, seguir caminhos, refazer trilhas, pular obstáculos, chutar pedras, cavar fossos, armar trincheiras, contar contos, firmar sentimentos, respeitar corações, receber flores, doar sorrisos, lambiscar bocas, morder paladar, revelar cheiros, indagar soluções, secar choro, embalar menino, rimar versos, preservar segredos, desvendar mistérios...
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“Às vezes falo com a vida, às vezes é ela quem diz,
qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz..."

domingo, 29 de julho de 2007

Reflexão


Segue ai um textinho que acabei de ler, e não resisti, tive que compartilhar com vocês, aos meus poucos e especiais amigos, que algumas vezes entram por mim...

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!


Elisa Lucinda
(texto lido por Ana Carolina em seu show)


Abrir a mente garante o êxito. Porque eu não me conformo com a conformidade. Não me conformo com o descaso. Não me conformo com o abandono. Mas nunca deixarei que esse mundo corrompa aquilo que ainda me faz sentir livre: Minha forma de pensar, que me faz vê as coisas diferente, não porque eu realmente pense diferente, mas porque eu não deixo que pensem por mim.

domingo, 22 de julho de 2007

Om Mani Padme Hum

... da lama nasce a flor do lótus

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"Nas maiores dificuldades encontramos oportunidades preciosas e temos acesso aos presentes de Deus. A liberdade bate em sua porta na forma de um anseio incrível. É para o mistério. É como o vinho. É uma dor. No princípio é incômodo e o mais doce amigo imaginável no fim. Antes que você chame seus problemas de “problemas” olhe o que está debaixo deles. “A mente é reluta muito para mudar, ela é muito teimosa para mudar. Ela tem tanto investimento em seu passado que é quase cega para as possibilidades futuras. O coração não tem nenhum passado, ele só tem o presente e uma abertura para o futuro. Ele almeja o desconhecido, o misterioso. Ele nunca está satisfeito com o mundano, não está satisfeito com dinheiro ou poder, ou prestígio. Seu desejo é para algo além do usual, além das ambições, porque só além das ambições está a terra do paraíso de lótus.”
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É tão grande o não saber

... e assim eu acostumo viver
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Não sei dos teus silêncios, nem do som dos desencontros, não sei dos teus caminhos, nem dos teus esconderijos, não entendo as tuas vozes, não percebo os burburinhos, não sei ler a distância, nem consigo ter-te aqui, não sei dos teus olhares, nem sei conter a ânsia por tudo o que não senti... Não sei o que não sei, de tão grande o não saber, só sei dos meus segredos guardados entre medos de nada saber de ti...