terça-feira, 14 de abril de 2009
Foco
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Eu tinha razão.
Tudo na vida tem um principio, meio e fim... Às vezes o fim precipita-se, o que não é o caso aqui. Digamos que o contrário o fim tardou, mas chegou. Eu já sabia por incrível que pareça, eu sempre soube que não valia à pena. Mas algumas vezes o corpo demora a engrenar. Uma coisa é certa, o tempo tudo cura, não há mal que dure para sempre. Não que eu esteja abalada, ou descrente com algum acontecimento, pelo contrário, foi apenas uma comprovação do que eu já sabia, e tinha mesmo razão.
Só o fato de ter dado mais um passo, (enterrar o morto de uma vez por todas, como disse uma amiga) já me dá estímulo para fazer umas coisinhas (que eu já tinha vontade, vale ressaltar), mas por uma questão de ‘respeito’, deixava de fazer, agora os estímulos são tantos, que me instigam a agir sem dó nem piedade.
Não que eu fosse isenta de qualquer sentimento, reconheço que não, mas passei a ver os defeitos com clareza, como alguém de fora analisa uma situação. Felizmente é mesmo assim, o passado vai, assim como os sentimentos quando não são cultivados. Há um momento em que tudo aquilo que se sentiu deixou de fazer parte de nós e caiu ao lado como uma folha de uma árvore e nem demos conta. É um sentimento que, pouco a pouco, deixou de existir. De todos os momentos, todas as pessoas, você sem dúvida foi a que nunca mereceu absolutamente NADA. Mas eu sou estúpida, sou verdadeira, sou intensa, dou sem pedir em troca.
Quando decidi colocar um ponto final e dei início a uma nova fase, (já há alguns meses atrás), vi como existem pessoas queridas, dignas de dar e receber muito carinho e amor. Mas isso não é o mais importante. O que mais me importa é que você passe a ser apenas um registro de memória, alguém que passou e que não me diz absolutamente nada. (e já é assim, ufa!) Eu tinha razão, isto só iria acabar mesmo quando eu conhecesse alguém e não te quisesse mais para absolutamente nada, porque mesmo que eu te pedisse, você sempre foi incapaz de partir definitivamente. Eu tinha mesmo razão...
domingo, 29 de março de 2009
(...)
sexta-feira, 20 de março de 2009
Batimentos Cardíacos
segunda-feira, 2 de março de 2009
No ar que eu respiro.

'No ar que eu respiro eu sinto o prazer de ser quem eu sou, de estar onde estou.' Às vezes, apenas por um momento, a vida para. Para nesse instante podermos ser tudo. Sentir tudo. Qualquer coisa que tenhamos em mente pode, de repente, tornar-se real. Talvez nem sempre estejamos suficientemente atentos para notarmos o que está para acontecer. É um intervalo no tempo, suspenso, que se limita a acontecer, não acontecendo. Isento de coordenadas. Flutuante no vazio. Onde habitam todas as possibilidades, todas as hipóteses, todas as escolhas... Hoje, num batimento mais descompassado dos dias, encontrei-me lá. No centro de um infinito de perspectivas, esperanças e probabilidades. E em consciência plena, constatei calma e serenamente, que estou precisamente onde devia estar. Onde quero estar. De todos os caminhos possíveis não queria outro senão este. E é exatamente por aqui que quero continuar. E agora sigo, e agora avanço... Porque o momento acabou...
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Constatação
sábado, 24 de janeiro de 2009
Deliciosamente incorrigível
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Palavras suas, sentidas por mim...
“Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre... Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!... Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão... Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE! Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:- E daí? EU ADORO VOAR!"
[Clarice Lispector]
"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando..."
