terça-feira, 5 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Livre de In (certezas)
Ontem cara a cara comigo
Vi além do que preciso, uma tal de realidade refletida
Clara porém ambígua.
Mas se não quero certezas de nada
Vivo nos olhos esse perigo
Eminente da vida.
Olha nos meus olhos, e se vê
Mas por favor, olha profundo as in(certezas)
Não vou falar nenhuma palavra sentida
Mas posso dizer tudo que sua alma
Vi além do que preciso, uma tal de realidade refletida
Clara porém ambígua.
Mas se não quero certezas de nada
Vivo nos olhos esse perigo
Eminente da vida.
Olha nos meus olhos, e se vê
Mas por favor, olha profundo as in(certezas)
Não vou falar nenhuma palavra sentida
Mas posso dizer tudo que sua alma
Igual a minha, precisa.
Hoje respiro melhor do que ontem
Sinto como se o vento percorresse
corpo, mente e olhos ofuscados de amor.
Bons ventos levam necessidades angustiadas
certezas inúteis, medo da dor.
E digo mais, mas em silêncio sempre
Olha nos meus olhos, ou no espelho ou na vida
Mas sem certezas, desespero, nem medo
Respiro no vazio, mas o ar é puro
Respiro livre e envolvida comigo
Incompleta como poeta
Mas com alma sorrindo
Hoje respiro melhor do que ontem
Sinto como se o vento percorresse
corpo, mente e olhos ofuscados de amor.
Bons ventos levam necessidades angustiadas
certezas inúteis, medo da dor.
E digo mais, mas em silêncio sempre
Olha nos meus olhos, ou no espelho ou na vida
Mas sem certezas, desespero, nem medo
Respiro no vazio, mas o ar é puro
Respiro livre e envolvida comigo
Incompleta como poeta
Mas com alma sorrindo
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Vontade
de mandar tudo à
Tonga da mironga do kabuleteeeeeeeeee!!!!!
Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô
Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala
Você vai ter que aprender
Na tonga da mironga do cabuletê
Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver
Na tonga da mironga d cabuletê
Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga
Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do cabuletê
Toquinho e Vinícios de Moraes
Tonga da mironga do kabuleteeeeeeeeee!!!!!
Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô
Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala
Você vai ter que aprender
Na tonga da mironga do cabuletê
Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver
Na tonga da mironga d cabuletê
Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga
Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do cabuletê
Toquinho e Vinícios de Moraes
sábado, 25 de setembro de 2010
Jogada de Gênio
entra na listinha dos melhores filmes que já vi na vida.
Questões como ética profissional, princípios e valores, são avaliadas e definem os caminhos da vida. Superindico!
Questões como ética profissional, princípios e valores, são avaliadas e definem os caminhos da vida. Superindico!
Tesão compartilhado.
Acabei de ler esse texto, ta aí porque ele é indiscutivelmente inspirador!
.
''Para alguns o amor precisa ser encorajado. Já pra mim, ele só precisa ser excitado. O amor muitas vezes tem que se sentir errante pra saber que pode voltar prum quarto quente e proibido. Esse sentimento tem que ficar de barraca armada quando é assediado por uma cachorra chamada loucura. Tesão certinho é para aqueles que passam a vida amassando a cabeça das emoções, mas nunca sentiram a meladeira de uma boca dizendo que aguenta o duro de uma selvageria. O casal tem que sentir o caos nos lençóis sem encurtar nenhuma temperatura. Comprometer a reputação nessa hora vale a pena. Abra as pernas na frente de um espelho, arraste o batom vermelho na boca, que mais lateja atrevimento, e deixe a língua de um sorriso pingar o desejo de uma orgia. Seja a sacana, seja a despudorada, seja a prostituta, seja a imunda que o homem procura na rua; entre quatro paredes vale tudo e não valha nada. Amor sem a pele de uma vagabundagem dá sono, dá preguiça, não levanta, muito menos molha a morninha. Se você for mais tradicional, arrase no papai e mamãe e geme filhinha. Acorde a vida explorando as sensações com gemeção invejada. Não é errado ser incorreta em cima daquele que não te deixa muda. Sabe o que é feio? É não colocar pra fora seu lado irracional, seu lado depravado, seu lado vadio. Ser a quenga do seu homem é a melhor libertação da calcinha. Dessa forma, você aprende a arrastar o seu valor na cara daquele que sempre prega a peça. Desça o nível e empurre a cabeça dele pro chão e implore pro canalha chupar a sua buceta. Sinta o prazer de ouvir sua voz se libertando. Pede pro safado repetir, até você cansar de ouvir, que é a madame mais gostosa que ele já traçou na vida. Homem é bicho, é imoral, e o que mais quer é rasgar uma desaforada atrevida. Mostre que quer gozar, bote o cabra pra trabalhar e mande o bonitão castigar naquele cantinho. Não finja o que não sente, não minta mais pro seu corpo, exija, e mande o dito cujo entrar de cabeça nas suas taras. No fim das contas, fique embriagada com o cheiro de uma mudança, com a umidade de uma segurança e mostre que confia no taco que desliza. Tome providência e desosse a carne aprisionada de uma alma alardeada. Seja grande páreo para as delícias flambadas e lambidas.''
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O amor convencional precisa de uma pressão diferente...
... dê seu grito de guerra e aprecie a tremedeira...
... dê seu grito de guerra e aprecie a tremedeira...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Presa, já não me servem as asas...
Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele (...)
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
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