quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Se hoje eu fosse...


Felizmente o espaço interfere e reflete meu estado de espírito, por isso procuro sempre está em lugares onde eu sinta vibrações positivas, onde pessoas me contagiem de alegria, onde as coisas mais doces possam ser vividas, onde o bem predomine fazendo com que tudo flua naturalmente... Se hoje cor eu fosse, seria laranja e suas nuances, quente, vibrante, positiva e estimulante. Mas se hoje sabor eu fosse, seria tinto, delicioso, inebriante, dolente, perfumado, se hoje odor eu fosse, talvez floral e amadeirado, natural, marcante, feminino e doce, mas se hoje ritmo eu fosse, sem dúvida seria reggae, intenso, instigante. Se hoje sentimento eu fosse... Felicidade, simplesmente...

sábado, 11 de agosto de 2007

Dias assim...


O que será que será
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças, anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
Que gritam nos mercados, que com certeza
Está na natureza, será que será
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho

O que será que será
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia-a-dia das meretrizes
No plano dos bandidos, dos desvalidos
Em todos os sentidos, será que será
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido

O que será que será
Que todos os avisos não vão evitar
Porque todos os risos vão desafiar
Porque todos os sinos irão repicar
Porque todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E o mesmo Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno, vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo
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Chico Buarque
Falo com a vida sem parar e sem esperar resposta.
Meu negócio é falar, pensar, matraquear idéias, questionar decisões, ponderar raciocínios, elucidar ilusões, arquitetar sonhos, estipular metas, seguir caminhos, refazer trilhas, pular obstáculos, chutar pedras, cavar fossos, armar trincheiras, contar contos, firmar sentimentos, respeitar corações, receber flores, doar sorrisos, lambiscar bocas, morder paladar, revelar cheiros, indagar soluções, secar choro, embalar menino, rimar versos, preservar segredos, desvendar mistérios...
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“Às vezes falo com a vida, às vezes é ela quem diz,
qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz..."

domingo, 29 de julho de 2007

Reflexão


Segue ai um textinho que acabei de ler, e não resisti, tive que compartilhar com vocês, aos meus poucos e especiais amigos, que algumas vezes entram por mim...

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!


Elisa Lucinda
(texto lido por Ana Carolina em seu show)


Abrir a mente garante o êxito. Porque eu não me conformo com a conformidade. Não me conformo com o descaso. Não me conformo com o abandono. Mas nunca deixarei que esse mundo corrompa aquilo que ainda me faz sentir livre: Minha forma de pensar, que me faz vê as coisas diferente, não porque eu realmente pense diferente, mas porque eu não deixo que pensem por mim.

domingo, 22 de julho de 2007

Om Mani Padme Hum

... da lama nasce a flor do lótus

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"Nas maiores dificuldades encontramos oportunidades preciosas e temos acesso aos presentes de Deus. A liberdade bate em sua porta na forma de um anseio incrível. É para o mistério. É como o vinho. É uma dor. No princípio é incômodo e o mais doce amigo imaginável no fim. Antes que você chame seus problemas de “problemas” olhe o que está debaixo deles. “A mente é reluta muito para mudar, ela é muito teimosa para mudar. Ela tem tanto investimento em seu passado que é quase cega para as possibilidades futuras. O coração não tem nenhum passado, ele só tem o presente e uma abertura para o futuro. Ele almeja o desconhecido, o misterioso. Ele nunca está satisfeito com o mundano, não está satisfeito com dinheiro ou poder, ou prestígio. Seu desejo é para algo além do usual, além das ambições, porque só além das ambições está a terra do paraíso de lótus.”
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É tão grande o não saber

... e assim eu acostumo viver
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Não sei dos teus silêncios, nem do som dos desencontros, não sei dos teus caminhos, nem dos teus esconderijos, não entendo as tuas vozes, não percebo os burburinhos, não sei ler a distância, nem consigo ter-te aqui, não sei dos teus olhares, nem sei conter a ânsia por tudo o que não senti... Não sei o que não sei, de tão grande o não saber, só sei dos meus segredos guardados entre medos de nada saber de ti...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Carpe Diem!!



Existem 4 coisas que não se recuperam:

1 - A pedra... depois de atirada
2 - A palavra... depois de proferida
3 - A ocasião... depois de perdida
4 - O tempo... depois de ter passado

Consegui!

Definitivamente, estou vivendo assim, colhendo o meu dia. Agora colho o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente. E eu ando demasiadamente feliz. Depois de ter mandado meu currículo esse mês para diversos lugares, inclusive levei pessolamente em outros, não é o convencional, mas eu fui. Gosto disso de entregar nas mãos, olhar nos olhos. Funciona! Fiz alguns contatos importantes, na primeira semana já me ligaram. Aí começaram as dinâmicas em grupo, entrevistas, e é muito interessante o processo de selação de algumas empresas, que vai desde umas perguntas sinistras com um cara importante, inteligente pra caralho que você fica tensa do lado do cara. Ou uma redação, ou até mesmo algumas coisinhas bizarras, que deve ter algum propósito, não possível... Alguns você já sai pensando que perdeu uma tarde ouvindo coisas idiotas. Ou no mínimo pensaram que todos ali eram idiotas que precisavam ouvir a mesma coisa três vezes para compreender, paciência... Enfim, mais rápido do que eu imaginava surgiram três bons trabalhos!!!! Agora eu já decidi, minha mãe me ajudou lógico, não deixa de ser um desafio, mas é isso. Segunda, dia 01-07-07 sou uma jornalista contratada e muito feliz.