quarta-feira, 30 de julho de 2008

Vida



A vida é curta demais para tantos prazos,
o sentir é grande demais pra tantas ausências,
e os desejos são para serem realizados!
Lamento... mas, eu preciso ser desejada,
quero beijos, lambidas, mordidas e abraços,
preciso que puxem-me o cabelo com vontade.

Ainda não disse o que tenho a dizer, é simples,
um basta definitivo, de alguns anos de encontros e desencontros.
Há vícios que têm que ser curados.
Agora?
Agora que venha a ressaca!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Para um bom entendedor...

... meia palavra basta !

Outro dia estive pensando, as pessoas nem sempre são o que imaginamos a respeito delas. Mas isso só o tempo nos mostra. Justo neste dia, as coisas que aconteceram me fizeram repensar tantas outras, as quais considero sentimentalmente relevantes, e cheguei a uma conclusão, de hoje em diante, independente desse meu sentimentalismo ridículo, eu quero respirar novos ares... Esse dia foi curioso, mas não pela sua importância, ou pela surpresa. Foi mesmo um dia de desilusão. E como eu e as minhas amigas vivemos sempre em sintonia, sabe-se lá porque, foi assim... Logo na primeira das muitas conversas do dia percebemos que vivemos numa realidade paralela: a realidade onde as pessoas combinam coisas e aparecem, onde se cumprem promessas, onde não deduzimos que o vento ou temperatura do ar são indicadores fortes das decisões e estados de espírito das outras pessoas. Estamos oficialmente fartas de homens confusos, indecisos e com graves problemas de comunicação. Apelando ao que não cola mais, tempos modernos... Sim, estou pasma, ou melhor, estava. Sim, estou, estamos fartas de gente que não tem palavra e que, mesmo quando tem, não usa, demonstrando uma total inabilidade afetiva e social. E, perdoem-me os leitores, este defeito é mais comum nos homens do que nas mulheres sim, senhor! Estou farta de gente forte e sólida por fora e fraca por dentro, que não sabe decidir e assumir as escolhas, até nos mais pequenos detalhes. E quem me dera sentir que era apenas um azar meu... O problema é que a minha esperança começa a entrar em hiperventilação quando olho em volta e vejo muita gente com o mesmo problema. Independentemente dos sentimentos que existem entre as pessoas, eu sei respeitá-las naquilo que considero básico. Se não apareço, aviso, etc, etc. E quando há sentimentos pelo meio do caminho, quando já se deram sorrisos e meiguices, tudo isto me soa tão mal. A admiração vai acabando e aos poucos se perde todo o encanto. Enfim... o meu manifesto está escrito e falo também em nome das minhas amigas.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Lembraças




O que restou virou saudade, insônia em noites de solidão, nudez da alma, suspiros, algumas mágoas, mas também o desejo de prosseguir. Penso que nada é por acaso e que os fins não existem quando o amor decide. O amor tem vontade própria. A saudade é indomável, faz doer, me torna mais humana. Vez em quando é bom voltar, mesmo que apenas em lembranças, naqueles dias em que fomos felizes. O tempo passa, e o amor talvez não tenha o mesmo valor, mas se for amor, mesmo assim vai estar lá, intacto. Penso que o amor seja assim, ele vai estar sob uma pedra e por mais que tenha perdido seu valor inicial ele ainda vai existir na lembrança. Portanto, às vezes há a ilusão de que se pode ignorá-lo. Mas a saudade sempre vem e nos faz desejar reviver o que ficou pelo caminho...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Madrugada

Algo inspirante me fez sentar aqui e passar uma, duas, três horas na frente dessa tela. Acordar no meio da noite sem sono, mas com uma vontade absurda de escrever, qualquer coisa, coisas sem sentido, e esperar que com o tempo façam algum sentido. Algo inexplicável, mas incessantemente intenso. Brutalmente verdadeiro... Algo que está expresso no espaço que separa as palavras que escrevo, nesse silêncio que diz muito mais do que eu quero e menos do que mereço.

Hoje meu coração esta apertado de tanta saudade, litaralmente aos prantos, depois de 10 dias recebendo os mimos da melhor mãe do mundo. Não poderia ser diferente.

Que a semana seja POSITIVA, e o UNIVERSO conspire a nosso favor.


sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sorri...

Hoje quis somente chegar ao céu e me perder no seu infinito.
Hoje porque hoje foi um bom dia, eu sorri e gostei de sorrir.
Hoje estou aqui exatamente onde quero estar.
Não me perdi no infinito, não cheguei ao céu, mas sorri...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Pensamentos




"Mesmo que nossos lábios não se cruzem novamente,
posso dizer em silêncio, tudo aquilo que ficou escondido para sempre.
Haverá momentos em que nossos pensamentos se encontrarão no espaço,
e assim, sentiremos falta de estarmos juntos novamente. "
Janis Joplin

domingo, 29 de junho de 2008

Só isso.

Prefiro sofrer de amor, de sentimentos intensos, só isso.
...
Já tentei fazer raro o meu sentir, custar caro o meu querer, colocando-me na defensiva usava escudo de proteção contra males que machucassem meu coração. Pensando bem, deve ser melhor sofrer de amor, e ter certeza do que se viveu, da intensidade, da entrega. Mas hoje entendo que o sofrimento é literalmente proporcional ao sentimento. Amor, amor de verdade daqueles com direito a beijo na boca, sussurro no ouvido e pernas enrroscar, esses são outros quinhentos, não tem plaquinha de vende e nem blá.. blá..blá, sorriso eu aceito para iniciar, mas tem que ser verdadeiro até a alma, além de entender meu olhar, (sabe quando a pessoa te entende assim, sem que você precise falar absolutamente nada?) É raro, mas existe isso. Ah ! deverá dizer eu te amo e palavras inventar quando o dicionário esgotar tudo que traduza em letrinhas o simples ato de amar, tem que ter muito tesão sempre, exaltar aventuras insanas, saborear um tinto prazeroso e abrir precedentes quando o tempo inexorável resolver nos maltratar, uma lambida no pescoço em comum acordo será aperitivo para deliciosos momentos e um adeus nunca significará nunca mais, sim um mero até já. Sentimentos não têm preço, os dou para meu prazer, sou egosísta pode dizer, mas enquanto escolha tiver quero viver ao lado de quem me quer... Sem essa de mas, mas, mas...
.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sim, saudade...

Bate à porta de repente,

Sem a esperarmos sequer.

Finge-se doce e inocente.

E vai entrando sem a gente querer...

Bem podemos pedir-lhe que saia,

que se retire, gentilmente,

Ela finge que não ouve.

E vai ficando, para sempre...