sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Livre de In (certezas)

Ontem cara a cara comigo
Vi além do que preciso, uma tal de realidade refletida
Clara porém ambígua.
Mas se não quero certezas de nada
Vivo nos olhos esse perigo
Eminente da vida.

Olha nos meus olhos, e se vê
Mas por favor, olha profundo as in(certezas)
Não vou falar nenhuma palavra sentida
Mas posso dizer tudo que sua alma
Igual a minha, precisa.

Hoje respiro melhor do que ontem
Sinto como se o vento percorresse
corpo, mente e olhos ofuscados de amor.
Bons ventos levam necessidades angustiadas
certezas inúteis, medo da dor.

E digo mais, mas em silêncio sempre
Olha nos meus olhos, ou no espelho ou na vida
Mas sem certezas, desespero, nem medo
Respiro no vazio, mas o ar é puro
Respiro livre e envolvida comigo
Incompleta como poeta
Mas com alma sorrindo

Um comentário:

Barbara disse...

Esse poema me lembrou de um texto que escrevi a muito tempo atrás chamado O Cantar das Estrelas.. que falava do mundo que a noite envolvia..

"As estrelas abrem os olhos dos iludidos que olham para elas.(...)
Segredos saem para passear, cansados de serem mantidos sob os raios cruéis da estrela do dia. Lembranças rodeiam mortais e imortais, contagiados pelos amantes que iluminam a escuridão.
A noite é acima de tudo dos amantes. Nela os soldados sangram os olhos tentando esquecer seus sonhos engavetados. E nela corações voltam a sorrir ao sentir de novo o toque da paixão proibida.(...)
As estrelas abrem os olhos dos desiludidos que olham para elas. As estrelas ensinam a sonhar."

Depois posta o que concluiu daquele livro, tem tudo haver com o seu momento (ironia do destino?).
Bjs